Sala infantil aconchegante com tela mostrando ondas cerebrais, ambiente calmo e lúdico para neurofeedback

Neurofeedback no Transtorno do Espectro Autista: o que realmente mostram os estudos

Neurofeedback no Transtorno do Espectro Autista: o que dizem os estudos?

Eu recebo diariamente muitas famílias que chegam ao consultório buscando alternativas seguras, modernas e baseadas em evidência para apoiar o desenvolvimento dos seus filhos. Entre as perguntas mais frequentes está o neurofeedback, uma ferramenta que desperta muito interesse — e que, de fato, tem ganhado espaço na literatura científica quando falamos em autismo.

Hoje quero explicar, de maneira clara e acolhedora, o que sabemos até agora, como funciona, quando pode ajudar, e principalmente por que tenho observado resultados tão positivos nas crianças que acompanho.

O que é o neurofeedback?

O neurofeedback é uma técnica não invasiva que monitora a atividade cerebral através de sensores simples e transforma essas informações em estímulos visuais ou auditivos.
A criança participa de forma lúdica: ela olha para uma tela, vê desenhos, animações, jogos que reagem ao funcionamento do cérebro, e assim aprende, aos poucos, a regular melhor essa atividade.

É como se fosse um treino do cérebro, semelhante ao treino muscular — mas aqui o objetivo é favorecer:

  • Autorregulação emocional

  • Atenção e foco

  • Flexibilidade cognitiva

  • Redução de irritabilidade

  • Melhora da integração sensorial

  • Mais estabilidade comportamental

O que dizem os estudos científicos sobre neurofeedback no autismo?

A literatura ainda está em expansão, mas já temos resultados consistentes.

Diversos estudos publicados nos últimos anos mostram que o neurofeedback pode ajudar crianças autistas em áreas como:

* Atenção e controle de impulsos

Melhoras significativas em testes neuropsicológicos após treinamento de ondas cerebrais específicas.

* Regulação emocional

Estudos mostram diminuição de crises de irritabilidade, ansiedade reativa e instabilidade emocional.
(Importante: quando falamos de ansiedade como transtorno clínico, a indicação de neurofeedback é para adultos; em crianças, trabalhamos regulação comportamental e emocional.)

* Sono

Há pesquisas mostrando melhora na qualidade do sono e diminuição de despertares noturnos, algo muito comum em crianças com TEA.

* Comunicação e interação social

Alguns protocolos têm sido estudados para favorecer conectividade em redes relacionadas à comunicação, com relatos dos pais de maior espontaneidade e engajamento.

* Funções executivas

Planejamento, organização, transição entre tarefas, redução de rigidez.

Mesmo que os estudos ainda não sejam definitivos — como ocorre com a maioria das intervenções no neurodesenvolvimento —, o conjunto de evidências aponta para um potencial terapêutico real e crescente.

E, sobretudo, temos observado melhoras clínicas significativas na prática, especialmente quando o neurofeedback é aplicado como parte de um cuidado integrado.

Por que o neurofeedback pode ajudar crianças autistas?

Crianças autistas costumam apresentar padrões cerebrais relacionados a:

  • Hiperconectividade em algumas redes

  • Hipoconectividade em outras

  • Dificuldade de regular estímulos

  • Maior variabilidade de ondas associadas à atenção

O neurofeedback atua ajustando esses padrões, promovendo maior estabilidade, melhor resposta aos estímulos e redução do estresse neurofisiológico.

Ou seja:
não é apenas comportamento sendo treinado — é o cérebro aprendendo a se organizar melhor.

Como é uma sessão de neurofeedback para crianças?

Na prática, a experiência é leve, lúdica e agradável:

  • A criança fica sentada confortavelmente

  • Utiliza sensores simples no couro cabeludo (não dói e não dá choque)

  • Acompanha vídeos e animações que mudam conforme o cérebro responde

  • Tudo é monitorado por profissionais especializados

A maioria das crianças gosta bastante — e, quanto mais elas se envolvem, melhores são os resultados.

O que tenho observado na minha prática clínica

Eu sempre busco terapias com base científica, seguras e que façam sentido dentro do contexto de cada família.

E tenho visto resultados muito promissores quando o neurofeedback é utilizado como complemento às terapias tradicionais, especialmente em:

  • Crianças com TEA que apresentam hiperatividade

  • Desregulação emocional

  • Dificuldades de sono

  • Irritabilidade

  • Rigidez comportamental

  • Baixa tolerância a frustrações

Muitos pais relatam que seus filhos ficam mais tranquilos, mais presentes, com menos crises sensoriais, dormindo melhor e respondendo melhor às intervenções comportamentais.

Onde fazer neurofeedback com segurança?

Quando recomendo neurofeedback, sempre faço questão de indicar um espaço especializado, ético e com profissionais experientes.
Por isso, trabalho e confio na Clínica Iaso, da Fernanda Moro Sá

A clínica utiliza tecnologia avançada, protocolos personalizados e tem uma equipe extremamente qualificada, sempre com um olhar humano e atualizado sobre o desenvolvimento infantil.

Tenho visto melhoras reais em muitas crianças que acompanho — desde maior estabilidade emocional até avanços importantes em atenção, sono e flexibilidade cognitiva.

Se você está considerando o neurofeedback para seu filho, essa é uma das opções mais completas e cuidadosas que posso recomendar.

Quando considerar o neurofeedback?

Você pode conversar comigo sobre neurofeedback caso perceba que seu filho apresenta:

  • Crises de irritabilidade frequentes

  • Dificuldade importante de autorregulação

  • Rigidez cognitiva

  • Hiperatividade marcada

  • Dificuldades persistentes de sono

  • Sensibilidade sensorial intensa

É uma intervenção segura, não invasiva, personalizada e que pode ser integrada com outras terapias.

Minha palavra final para você

Eu sei o quanto os desafios do Transtorno do Espectro Autista podem ser cansativos, confusos e, muitas vezes, solitários.
Por isso, minha missão é sempre oferecer respostas claras, opções reais de cuidado e caminhos que façam sentido para cada família.

Se você quer entender melhor se o neurofeedback pode ajudar seu filho, será uma alegria te orientar na consulta.

Dra. Isabelle Faria Tiburcio
CRM/SP 177388 • RQE 128764

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